Batizados de nômades digitais, esta nova geração de adultos uniu a tecnologia e o desapego para criar um novo projeto de vida.


Quem são os catarinenses que vivem e trabalham viajando pelo mundo Leo Munhoz/Agencia RBS
Otaviano e Vanessa deixaram Joinville em janeiro para 
dar a volta ao mundo de Kombi.

Foto: Leo Munhoz / Agencia RBS.


Neste momento, Otaviano e Vanessa se dirigem em direção ao Sul do Brasil, Acauã e Taline pedalam para atravessar o país e Michelle e Roy encaram a estrada rumo ao Norte da Rússia. Em comum, os três casais tem o berço catarinense: os dois primeiros partiram de Joinville, enquanto Michelle e Roy deixaram São Bento do Sul para viver uma aventura que torna-se cada vez mais comum, principalmente para uma nova geração de jovens adultos.

Se, até pouco tempo, sair pelo mundo a bordo de um trailer ou um motor home parecia possível apenas depois da aposentadoria, a tecnologia e as novas formas de trabalho permitem que este projeto de vida aconteça mais cedo.


 

Michelle F. Weiss, 31 anos, e Roy Rudnick, 41, (foto ao lado) já são veteranos na estrada. Eles "largaram tudo" em 2007 para fazer a primeira expedição, batizada de Mundo por Terra, viajando e vivendo dentro de um motor home. Foram quase três anos para alcançar o objetivo de dar a volta ao mundo, dirigindo por 160.733 quilômetros e cruzando 60 países dos cinco continentes.

Mas, ainda que a maioria das pessoas utilize a expressão "largar tudo" ao referir-se a este movimento, na vida de Michelle e Roy significou muito mais "abraçar tudo". Antes mesmo de retornarem ao ponto zero, em São Bento, eles sabiam que a rotina comum não seria mais suficiente.

— Era difícil de pensar que não teríamos uma oportunidade de ficar tanto tempo na estrada novamente. Por isso, ainda antes de chegarmos em casa, dissemos a nós mesmos que iríamos fazer mais uma volta ao mundo no futuro — afirmam eles, que, em agosto de 2014, deram início à segunda volta ao mundo, intitulada Latitude 70º, com o objetivo de atingir a latitude 70º Norte em três pontos do globo: Alasca, Noruega e Rússia.

Entre as duas viagens, Michelle e Roy lançaram o livro Mundo por Terra, contando a experiência, em 2013. Alguns meses depois, Otaviano Marques Pereira de Oliveira, 30 anos, e Vanessa Monnier Corrêa, 26, compraram a obra sem conhecer nada sobre a história de Michelle e Roy.

Foi o ponto de partida para que um novo casal escolher este projeto de vida, que teria início dois anos depois da compra do livro — mais precisamente, no último dia 21, depois de uma festa de despedida na praça do Mercado Público Municipal de Joinville.

— Não é como se nossos empregos fossem ruins ou algo do tipo, mas a gente estava sentindo que precisava de alguma coisa a mais, de uma coisa diferente — explica Otaviano, desmistificandoa ideia de que viajar pelo mundo é uma fuga da frustração na carreira ou na vida familiar.

O casal pretende passar o ano de 2016 vivendo no Brasil, mas em um lugar diferente toda semana. Para terminar o trajeto planejado, mais três anos de estrada virão em viagens por outros países e continentes.

Um sonho possível.

Deixar a casa e o trabalho para viver na estrada pode parecer uma meta inalcançável, destinado apenas para poucos privilegiados que podem tirar não apenas um, mas vários anos sabáticos, sem preocupações com dinheiro para pagar as contas. Mas, enquanto realizam este percurso, tanto Michelle e Roy quanto Otaviano e Vanessa não param de trabalhar.

Otaviano e Vanessa juntaram a poupança às economias dos dois anos de planejamento e, dessa forma, conquistaram o suficiente para viver o primeiro ano da aventura. O orçamento para os anos seguintes terá que ser conquistado ao longo do tempo e, para isso, eles adaptaram a nova rotina às possibilidades de prestações de serviços com equipamentos de fotografia e filmagem que eles levam para registrar a volta ao mundo.

Eles ainda conquistaram o direito de captar recursos via Lei Rouanet para a produção de um documentário já batizado de O Mundo sob uma Nova Perspectiva, no qual eles irão apresentar os patrimônios culturais e naturais da humanidade classificados pela Unesco sob um novo ponto de vista, com a ajuda, por exemplo, de um drone com câmera.

— Nós abrimos uma empresa e desenvolvemos uma série de projetos — conta Otaviano.

— Temos alguns patrocinadores pequenos, que dão apoio, material, mas também estaremos trabalhando com o drone, com serviços que podem ser trocados, por exemplo, pela estadia em um camping — completa Vanessa.

No caso dos viajantes que partiram de São Bento do Sul, a primeira experiência não foi tão simples: eles precisaram utilizar as economias e depender delas e da venda de alguns itens pessoais para bancar o projeto.

Já na segunda viagem, com muitos fãs na bagagem para provar o potencial da expedição Mundo Afora, conquistam o patrocínio da Interbrasil e de outros apoiadores — mas, é claro, continuam cobrindo custos do dia a dia com as economias da venda de livros, palestras e exposições de fotos que fizerem entre a primeira e a segunda viagem.

Na bagagem, o desapego.

O momento, também, é de desprendimento: quem decide viver este projeto de "nômade moderno" precisa saber que o dia a dia será sem luxos e rompantes de consumismo. Optar por este estilo de vida significa uma rotina de baixo custo, compensada pela oportunidade de acordar diante de cenários deslumbrantes, em um lugar diferente a cada semana.

Além disso, compartilhar é uma palavra-chave: serviços de hospitalidade como o couchsurfing, no qual os moradores abrem suas casas para os viajantes, torna a experiência um verdadeiro intercâmbio cultural.




Em termos de desapego, os joinvilenses Acauã Auer Rolim, 23 anos, e Taline Schroeder Rolin, 25, (foto ao lado) vivem o estágio mais puro: há cerca de um mês, eles deram início a uma viagem até o Canadá de bicicleta. Isso significa que só podem levar na mala aquilo que cabe no bagageiro deste meio de transporte, contando aí a barraca e os sacos de dormir.

Nestes 30 dias de estrada — que o levam, primeiro, até o Sul do Brasil — o casal ainda pode contar, por vezes, com hospedagens em casas de conhecidos e parentes, mas, em outras noites, o jeito foi pedir para utilizar o quintal de desconhecidos para montar acampamento.

— Contamos com a confiança e generosidade de desconhecidos. Batemos palma ou tocamos a campainha, explicamos a respeito da viagem e pedimos pra acampar no quintal. A escolha de confiar em alguém, mesmo desconhecido, proporciona que o amor seja cultivado — avaliam. 

Acauã e Taline não tem um prazo definido para cruzar as fronteiras ou chegar ao outro extremo do continente americano. O percurso foi decidido com pesquisas sobre as estações do ano em que é ideal estar — ou não — em cada região. No entanto, o plano é pedalar pelo menos mil quilômetros por mês, que podem mudar de acordo com o que acontecer no caminho.

Como nesta situação fica mais difícil trabalhar, eles não chegam a se enquadrar no termo nômades digitais. Para viver esta experiência, os jovens apostam nas economias e em uma parceria com uma cafeteria da cidade. O fato de fazer a viagem de bicicleta — que não depende de combustível nem de equipamentos — também foi definidor.

— Como já tínhamos um estilo de vida simples conseguimos economizar um pouco a cada mês. Isso sempre fez parte da nossa maneira de administrar as finanças — afirmam.

Fontes de inspiração:

Vivendo Mundo Afora.

Viajantes: Otaviano e Vanessa.

Destino: Dar a volta ao mundo entre 2016 e 2020.

Veículo: Kombi.

Foco: Produzir documentários para manterem-se na estrada enquanto conhecem o mundo e registram os patrimônios da humanidade sob nova perspectiva.

Onde encontrá-los: No site vivendomundoafora.com.br, no Facebook, Youtube, Instagram, Snapchat.


AmorBikeCafé.

Viajantes: Acauã e Taline.

Destino: cruzar o continente americano até o Canadá.

Veículo: bicicleta.

Foco: Pedalar até o Canadá enquanto conhecem outras culturas.

Onde encontrá-los: Facebook e Instagram.

Mundo por Terra.

Viajantes: Roy e Michelle

Destino: dar a volta ao mundo e passar por todas as latitudes 70º.

Veículo: motor home.

Foco: Rodaram o planeta em um veículo automotor Land Rover 130 nos anos 2007, 2008 e 2009. Em agosto de 2014, partiram novamente em sua segunda volta ao mundo, agora, com o Projeto Latitude 70, e continuam na estrada.

Onde encontrá-los: No site mundoporterra.com.br, no livro "Mundo por Terra" e no Facebook.

Fonte: Cláudia Morriesen / claudia.morriesen@an.com.br / Jornal A Notícia / Comportamento.

Casal de Santa Catarina começará viagem de volta ao mundo em 2016.


Eles se mudarão para uma kombi, que será adaptada para virar uma casa sobre rodas / Salmo Duarte/Agencia RBS.


Casal de Santa Catarina começará viagem de volta ao mundo em 2016 Salmo Duarte/Agencia RBS

                      Carla e Marcelo querem conhecer o mundo e a cultura a fundo.

                                   Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS.


Marcelo Silva e Carla Frank querem mudar de endereço em 2016. Eles também querem viajar. Parecem planos comuns de ano novo, se não fosse por um detalhe: aliarão os dois desejos em um e darão a volta ao mundo.

O casal — ele natural de Brusque, ela de Joinville — deixarão o apartamento em Balneário Camboriú e passarão a viver dentro de uma kombi, a Rita Lee, que está sendo preparada para virar residência pelos próximos anos. Talvez, se os conselhos que Marcelo e Carla já ouviram de outros viajantes estiverem certo, a mudança pode ser para sempre.

— Muita gente, ao falar dos nossos planos, chama de viagem. Mas não é uma viagem, é uma mudança de vida — analisa Marcelo — E quem já está vivendo assim nos contou que também começou pensando em data para voltar à "vida normal", mas o prazo passou e eles quiseram continuar na estrada.

O projeto, que eles batizaram de Mundo em Verde e Amarelo, começou a ser planejado há cerca de quatro anos. Foi o período necessário para transformar o que era sonho em planos concretos, adquirindo conhecimento, fazendo contatos e esperando os filhos tornarem-se adultos. Além disso, havia uma certeza quando decidiram dar a volta ao mundo: ela seria de kombi.

A primeira foi a Jujubinha, um modelo "corujinha" 75 que, depois de passar por restauro, precisou ser vendida para arcar com despesas financeiras inesperadas. Agora, a companheira de viagem será Rita Lee, modelo 2002, uma das últimas a ter motor 1.6 refrigerado a ar, que mantém a nostalgia do projeto com menos riscos.

— A escolha da kombi também teve a ver com a questão financeira, já que as peças são baratas e podem ser encontradas em qualquer lugar do mundo; e o motor é simples, então eu posso consertá-lo sozinho — conta Marcelo.

O que eles não esperavam é que o veículo escolhido garantisse o sucesso precoce do projeto. Três meses após criarem a página Mundo em Verde e Amarelo no Facebook, já haviam conquistado 5 mil curtidores. O número agora já chega a 10 mil — e a viagem ainda nem começou.

O casal deve este sucesso aos apaixonados pela marca que existem no mundo inteiro, o que garantiu também convites de hospedagem em diferentes países e até um guia voluntário pela Turquia. O país euro-asiático, no entanto, terá que esperar: a intenção é passar o primeiro ano no Brasil, conhecendo o próprio país para valer.

— As pessoas viajam para o Nordeste, ficam em hotéis e resorts e acham que conheceram aquela região. O que queremos é aproveitar o máximo de cada lugar, fazendo roteiros alternativos àqueles do turismo, para conhecer a cultura a fundo — diz Carla.

Um mito que Marcelo e Carla ainda encontram dificuldades para derrubar ao falar do projeto é de que eles precisam ser ricos para cometerem a ousadia de querer cruzar o planeta de carro. A verdade é que, como não é uma simples viagem, eles não estarão em férias eternas. Marcelo, que é publicitário, já começou a migrar o contato com os clientes para o mundo virtual; Carla, que é bióloga, atua há seis anos como agente de turismo, e também conta com a internet como escritório.
— Estaremos viajando o tempo todo, mas não deixaremos de trabalhar. A diferença é que estaremos em uma casa "bem pequenininha", mas com um quintal gigante: o mundo inteiro — afirma Carla.


Para viajar junto.

A partida da kombi Rita Lee com o Projeto Mundo em Verde e Amarelo está prevista para abril de 2016. Até lá, um projeto de financiamento coletivo pretende arrecadar contribuições a partir de R$ 10 para adaptar o veículo com sistemas de isolamento térmico, necessários para lugares muito quentes ou muito frios, e outros itens necessários à montagem de uma casa sobre rodas.

Para colaborar, acesse o projeto Mundo em Verde e Amarelo no site Kickante, as contribuições terão recompensas de acordo com o valor.


Quem quiser acompanhar o projeto, pode acessar:

Facebook - www.facebook.com/mundoemverdeamarelo.
Blog - http://mundoemverdeamarelo.com/

LATITUDE 70º - PONTOS MAIS EXTREMOS DA TERRA.



Roy e Michelle estão de volta no “Desviantes”. Depois de nos contar sobre os aprendizados da expedição Mundo por Terra, agora eles trazem uma novidade: Mundo por Terra – Latitude 70º. No próximo domingo, 17 de agosto, o casal parte para mais uma volta ao Mundo, mas dessa vez com um novo objetivo: alcançar de carro os pontos mais extremos da Terra, atingirão a Latitude 70º Norte em 3 pontos no globo, Prodhoe Bay – Alasca, Nord Kap – Noruega e Pevek – Rússia. Além disso, carregarão com eles dois parapentes e um paramotor, que serão usados para fazer imagens de um Mundo também visto por Ar. O Planeta Terra possui um território de 510,3 milhões de km², divididos entre 246 países (ISO), que são o lar de mais de 7 bilhões de pessoas. Com tanta coisa para conhecer no Mundo, Roy e Michele são verdadeiros Desviantes, que nos ensinam que é possível viver em um Mundo muito maior e que, na verdade, as únicas fronteiras que existem são aquelas que nós mesmos nos colocamos.


Confira a entrevista de Roy e Michelle sobre o novo desafio Latitude 70º.




“O mundo está aberto, porque temos que nos isolar dentro do nosso dia-a-dia, dentro dos nossos comodismos e confortos?”. (Mundo por Terra).


(DESVIANTES) Em 23 de dezembro de 2009, vocês completaram 1.033 dias de viagem, chegando ao fim da expedição Mundo por Terra. Agora, quase 5 anos depois, vocês estão partindo para uma nova expedição, desta vez por 900 dias. No dia em que a expedição Mundo por Terra chegou ao fim, vocês já imaginavam um novo projeto de volta ao mundo? Como surgiu a ideia de realizar uma nova expedição?

Já era certo, mesmo antes de chegarmos da primeira viagem que não iríamos parar e que viajaríamos novamente, nos mesmos moldes, mas por caminhos diferentes. E também já era certo que seria mais uma volta ao mundo. Mas com tanto trabalho pós-viagem nas exposições de fotos; no livro, que levou 20 meses para ser concluído; e nas palestras, acabamos dando tempo ao tempo, sem atropelar as coisas. Foi no final de 2012 que decidimos viajar no segundo semestre de 2014 e só no ano passado definimos a data: 17 de agosto de 2014.

Na última entrevista do Mundo por Terra para o Desviantes, vocês citaram que para fazer a primeira viagem de volta ao mundo, vocês largaram a vida de certezas, conforto e estabilidade e saíram rumo ao incerto. Nós imaginamos que o dia a dia de uma expedição seja uma verdadeira aventura. Após o fim da expedição Mundo por Terra, vocês sentiram necessidade de procurar novos sonhos e desafios?

Com certeza. O que nos mantêm vivos e nos motiva são os nossos sonhos e os desafios que temos que enfrentar. Então eles sempre devem existir em nossas vidas. Quando retornamos, tínhamos duas opções: engavetar todas as nossas histórias ou compartilhá-las. Optamos pela segunda. Trabalho não faltaria para preencher os nossos dias. Montar uma exposição fotográfica, levá-la aos principais shoppings centers do sul do Brasil, escrever um livro, tornar esse livro conhecido e acessível (já são quase 9.000 cópias vendidas), ministrar palestras em grandes empresas, foram grandes desafios que nos propomos na volta pra casa. Desafios superados e sonhos realizados. Mas a história tem que continuar e por isso vamos voltar para a estrada.




Na nova expedição, Latitude 70º, vocês estão trazendo uma novidade: documentação de imagens aéreas voando de parapente e paramotor. O engraçado é que a ideia surgiu a menos de um ano atrás, quando vocês não sabiam voar com esses equipamentos e agora, na véspera da viagem, já são verdadeiros pilotos de paramotor. Qual é o segredo para transformar uma ideia em realidade em tão pouco tempo? 

O segredo está em correr atrás do que realmente queremos. Não adianta apenas querer se não fazemos acontecer. 

O Roy sempre foi do ar. Salta de paraquedas a mais de vinte anos, tendo participado de recordes e campeonatos brasileiros, bem como se tornou instrutor e piloto de salto duplo. Até que há um ano atrás, vimos na TV alguém tentando quebrar um recorde de altitude de paramotor. Confessamos que nem conhecíamos essa modalidade! Foi paixão a primeira vista. O Roy sempre tinha esse sonho, de voar sem depender de um avião, um aeroporto, grandes equipamentos, etc… Seu sonho era poder voar com o que coubesse em uma mochila e pudesse decolar de qualquer lugar. Encontramos isso no paramotor. 

Ele compartilhou com a Michelle a ideia e, por ela ter sangue aventureiro, topou na hora e disse que também gostaria de voar. Procuramos a SOL Paragliders, empresa de Jaraguá do Sul que fabrica velas de voo livre e de paramotor e eles embarcaram em nosso sonho sem hesitar. Aprendemos a voar livre primeiramente, até que fizemos outra parceria com a Escola Brasileira de Paramotor, do Lu Marini, atleta que cruzou toda a extensão da Transamazônica de Paramotor, bem como toda costa Brasileira. Ambos nos cederam equipamentos e instruções necessárias para que, com toda segurança, possamos ampliar nossos pontos de vista na viagem. A ideia, na verdade, é fazer imagens aéreas. 

Um ano foi tempo suficiente para tirarmos o sonho de nossas cabeças e o tornarmos realidade. Vale a pena correr atrás do que queremos. 

Aqui entra uma frase que estamos usando como nossa filosofia: 

“No momento em que uma pessoa assume um compromisso com os seus sonhos, a providência começa a funcionar a seu favor e coisas começam acontecer”. 

Mas nada acontece antes que a pessoa se projete para a ação. Seja o que for que você sonhe fazer: faça! A coragem de começar tem gênio, poder e magia. Comece agora.” W. Goethe.






A primeira expedição deve ter sido um grande aprendizado para vocês. O que vocês aprenderam na primeira expedição, e que estão levando como experiência para a expedição Latitude 70º? Vocês se consideram mais preparados para encarar o mundo nesta segunda vez?

Muitas pessoas nos perguntam o que aprendemos e temos dificuldade em responder, pois são tantas coisas, algumas conscientes e outras inconscientes, que fica até difícil explicar e principalmente colocar em palavras. A simplicidade é a porta para todos os caminhos. Aprendemos a ser tolerantes, a nos comunicar, a levar a vida mais leve, aprendemos muito sobre nós mesmos e um sobre o outro como casal. Mas o principal foi que aprendemos a nos virar diante de todas as situações que surgiam em nosso caminho. A experiência de viver dentro do carro e o que precisamos levar e o que não precisamos já conta muito, tanto que nosso carro foi reconstruído para essa segunda expedição. Com certeza estamos também mais preparados quanto a planejamento, documentos, burocracia, itinerário... Mas como respondemos na sua segunda pergunta, o que nos motiva são os desafios e sempre estamos buscando novos. Nessa segunda volta ao mundo, estaremos cruzando regiões desconhecidas para nós e com certeza teremos que aprender muitas coisas ainda. Também pretendemos cruzar o extremo leste da Rússia (no inverno!), com temperaturas abaixo dos (-)50 graus Celsius. Esse será nosso maior desafio. Por mais estranha que seja essa decisão de irmos para a região mais fria do mundo, no inverno, ela é também lógica. É nessa época que o trânsito acontece por lá. É necessário esperar os rios congelarem para que eles virem estradas, as famosas Zimnik, em russo. Dirigir em estradas congeladas, suportar o frio de -50ºC por um longo período, descobrir como as pessoas sobrevivem nesses locais e sobreviver também será nosso maior desafio, com certeza. Vivemos no sul do Brasil, mas nunca tivemos uma experiência de frio extremo assim.





Após completar o projeto Latitude 70 º, vocês serão o primeiro casal brasileiro a realizar duas voltas ao mundo de carro. Parece que vocês gostam mesmo de uma aventura! O que inspira vocês como viajantes e aventureiros?

Estarmos vivos é uma das grandes inspirações. O mundo está aberto, porque temos que nos isolar dentro do nosso dia a dia, dentro dos nossos comodismos e confortos? Por que não saber como as pessoas lá do outro lado do mundo vivem? Por que não ir ver o Everest? Encarar um leão na África? Provar uma comida diferente? Todas essas experiências comprovam que estamos vivos e que pertencemos a esse mundo. A vida passa rápido, se não corrermos atrás do que queremos, do que sonhamos (seja qual for o nosso sonho), agora, a vida passará e lá no final sentiremos aquela sensação de não termos cumprido nossa missão. Queremos chegar ao fim de nossas vidas e dizermos: “Nós gostamos de nossa história!”.







Dados do Projeto Mundo por Terra - Latitude 70º.



Descrição.

O grande objetivo é alcançar de carro os pontos mais extremos da Terra em direção aos polos. Ai surgiu: Mundo por Terra – Latitude 70º. Roy e Michelle pretendem atingir a Latitude 70º Norte em 3 pontos no globo: Prodhoe Bay – Alasca, Nord Kap – Noruega e Pevek – Rússia. Esse último será o mais desafiador, já que somente é possível de ser atingido de carro no inverno, quando os rios congelam e viram estradas, as famosas Zimnik (estradas de inverno), em russo. 


Objetivos Gerais.

- Segunda volta ao mundo de carro. 
- 900 dias. 
- 120 mil quilômetros. 
- 50 países. 
- Inverno acima do Círculo Polar Ártico. 
- Registrar a expedição não só por fotos, mas também através de vídeos. 


Objetivos Sociais.

1) Buscar as histórias de como vivem os casais nos locais mais longínquos do planeta. 
2) Desenvolver um programa educacional para escolas. 
3) Registrar as mudanças climáticas e ambientais do planeta. 






Quer conhecer mais sobre o Latitude 70º e outras aventuras de Roy e Michelle?




Website: mundoporterra.com.br 

Facebook: /MundoPorTerraUmaFascinanteVoltaAoMundoDeCarro 

Livro: Mundo Por Terra - Uma Fascinante Volta ao Mundo de carro. 

www.desviantes.com.br

kombosaelvira2009.blogspot.com.br




Data de Partida: 17 de agosto de 2014





PROFESSORA DE TAUBATÉ (SP) PERCORRE PAÍSES DA AMÉRICA LATINA PEDALANDO (...)


Carol Emboava vai fazer trajeto de 13 mil quilômetros por seis países, ciclista montou 'diário' na internet com dicas de viagem e culinária.


Do G1 Vale do Paraíba e Região (*)


(Carol Emboava)



A professora de Educação Física de Taubaté (SP), Carol Emboava, planeja pedalar 13 mil quilômetros por seis países da América Latina. O projeto começou no início do mês de agosto de 2013 em SP, de onde ela partiu, a ciclista já passou pelo litoral do Brasil (PR, SC e RS), Uruguai, Argentina (onde passa o inverno inteiro em Ushuaia, descansando e reorganizando as coisas), indo depois para o Chile, a Bolívia e o Peru, completando 1 ano de viagem. Para registrar todos os momentos da aventura, a personal trainer escreve um ‘Diário a Bordo’ em um blog e também atualiza uma página em uma rede social.


A ideia de realizar a cicloviagem começou há 12 anos, quando Carol tinha 19 anos. Porém, por conta de uma contusão no joelho, ela precisou desistir do sonho. "Eu sempre quis fazer isso, há 10 anos eu planejo. Cheguei a comprar tudo para fazer uma viagem de bicicleta, até que em um percurso de Pindamonhangaba até São Sebastião, eu não consegui voltar pedalando por causa do meu joelho”, relatou ao G1.

De acordo com a professora, uma ortopedista que a examinou na época disse que ela precisava realizar uma cirurgia e não poderia mais andar de bicicleta. Com isso, Carol começou a fazer outros esportes. O montanhismo foi uma das escolhas. "Desde então nunca mais pedalei em longa distância. Fiz faculdade, emendei logo com o meu trabalho e fui fazer montanhismo. Já escalei as oito montanhas mais altas do Brasil, mas ainda faltam duas, que são o Pico da Neblina e o 31 de Março e eu ainda vou chegar ao cume”, relatou.

(Carol Emboava em Barra Velha / Litoral de SC)


Na bagagem, a aventureira leva uma barraca de camping, comida e roupas. "São muitas coisas, eu brinco que são kits: de roupas, culinária, camping, ferramentas e imagens", disse.
Atualmente, Carol está em Ushuaia, onde deve permanecer pelos próximos meses e depois segue provavelmente para a Bolívia. Percorrendo entre 40 a 80 quilômetros por dia, a ciclista não fica com medo dos imprevistos que podem acontecer no trajeto. “Saio logo pela manhã e pedalo até a hora do almoço. Depois até o fim da tarde e eu paro antes de escurecer. Mas eu tenho que pedalar sabendo dos imprevistos, que podem ser tanto o clima quanto um pneu furado”, explicou.

Sem ter amigos nas cidades que tem percorrido, a ciclista - que também é técnica de nutrição e dietética - sempre consegue um local para passar a noite. "Eu chamo de amigos terceirizados. Eu coloco no facebook onde eu estou e com isso alguns amigos dizem que conhecem algumas pessoas na cidade", disse.

Mesmo com o frio, ela não desiste do sonho. Além de conhecer novas pessoas, lugares e culturas, tem sido um tempo para o autoconhecimento. "Eu não espero nada especifico. Mas quero conhecer lugares novos, pessoas, novas culturas e principalmente me conhecer. A gente sai da zona de conforto. No dia a dia convivemos com pessoas diferentes e isso é bom para a gente se conhecer", relatou.

Os textos e as fotos que a ciclista tem publicado no blog durante a viagem vão fazer parte de um livro, que Carol pretende escrever quando voltar ao Brasil. "Eu já queria fazer um diário de bordo e pretendo escrever um livro sobre a viagem ao final. O diário serve para as pessoas saberem o que está acontecendo. Minha família me apóia mas fica preocupada e também é uma forma de sempre mandar noticias para eles", disse.


(Patagônia Argentina)

(Pagônia Chilena)

















Além das páginas na internet, ela montou um site de culinária para as pessoas que pretendem realizar viagens de aventuras. Enquanto percorre as estradas para conhecer outras culturas e novos lugares, a ciclista tem realizado um sonho e sente a sensação de liberdade. "Nos dois primeiros dias um amigo meu me acompanhou e agora eu estou sozinha, vivendo um sonho. Enquanto eu pedalo é como se as amarras tivessem se soltando e estou vivendo algo novo, então eu me emociono, dou risada e converso comigo mesmo", disse a ciclista.

(Carol Emboava)


 Carol Emboava descreve as aventuras na internet e também dá dicas de culinária.  (Foto:  Arquivo pessoal)

Acesse o site www.giramerica.imontanha.com e pelo Face também.


COM KOMBI TURBINADA, PRIMOS CHILENOS REALIZAM SONHO DE IR À COPA!!!

Por: Giovana Sanchez. (Do G1, em Antofagasta).

A kombi turbinada leva primos chilenos em caravana até o Brasil para assistir a Copa do Mundo (Foto: Kombi Mundialera).



A ideia dos dois primos chilenos de mesmo nome era ir de carro para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Mas José Fernando Sanchez pensou que seria muito mais legal se eles fossem em uma Kombi, que é um símbolo de viagem e também foi o carro há mais tempo produzido no Brasil.


“Compramos duas Kombis, mas acabamos vindo só em uma. Começamos a montá-la em março e terminamos há duas semanas”, disse José Fernando, um mecânico de 25 anos. O primo, José Luis Sanchez, contou que a dupla pagou cerca de US$ 2 mil em cada Kombi e que gastaram mais US$ 5,5 mil com a montagem e pintura. Para ir ao Brasil junto com a Caravana de 800 veículos que atravessa a Cordilheira dos Antes – os primos fizeram um processo seletivo para encontrar mais três companheiros de aventuras. Na página da Caravana no Facebook, eles colocaram um anúncio e, depois, fizeram entrevistas. A “Kombi Mundialera” saiu 12 horas antes da saída oficial da Caravana Santiago-Chile. “Vamos muito devagar, a 70, 80km/h. Precisamos sair mais cedo”, explicou José Luis, professor de música de 28 anos. Além de andar mais devagar, eles vieram de Villa Alemán, que fica cerca de 100km de Santiago, de onde saiu o grupo oficial. Os primos preveem sua chegada a Cuiabá no dia 11, e, para isso, se revezam na direção com os outros viajantes. Dessa maneira, a Kombi quase não para para dormir. Apesar de ter ingresso só para o primeiro jogo, eles vão com a caravana até São Paulo, o terceiro jogo da primeira fase do campeonato.

Os chilenos José Fernando Sanchez, Juan H, Mauricio Paredes, Sebastian Paillan e José Luis Sanchez acompanham a jornada até o Brasil (Foto: Giovana Sanchez/G1)

COMO FOI O ENDURO WORLD SERIES CHILE.

Por Daniel Bender.
(Daniel é sócio-proprietário da Hupi Bikes / www.hupibikes.com.br)



Acabou a jornada, agora estou no voo Santiago/São Paulo e conto um pouco a minha jornada para participar da primeira etapa do EWS 2014.

Final do ano passado (2013) combinei com o Theo Duarte que iríamos participar da primeira etapa do EWS no Chile. A proximidade do Brasil e a data foram perfeitos para participar dessa nova febre que está contagiando o mundo.

As inscrições abririam em Fevereiro e sabíamos que as vagas seriam limitadas. Pois bem, chegou o dia da inscrição e foram esgotadas em menos de 5 minutos. Não consegui fazer a inscrição e a brochada foi grande.

Passado o dia, usei o meu networking e me conectei com um dos organizadores para deixar meu nome na lista de espera. Até então já havia comprado a passagem, reservado hotel, carro e tudo mais.

Demorou mais de um mês e veio a minha confirmação da inscrição.

Agora sim... Quase tudo 100% para a minha primeira participação no Campeonato Mundial de Enduro, o Enduro World Series em Nevados de Chillan, distante 5 horas de carro de Santiago.

Eu, Theo Duarte, Leonardo Dias e Hélio Nassarala embarcamos numa terça feira rumo à cidade de Concepcion, segunda maior cidade do Chile.

Chegamos em Concepcion e fomos retirar o carro alugado. Demorou um pouco e seguimos viagem, cerca de 2 horas até Termas de Chillan, local onde iria acontecer a prova. Adentramos ao hotel as 21:00. Jantamos um rango top no hotel e cama.



A quarta feira montamos as bikes e fomos conhecer a região. Na montanha onde estávamos, Nevados de Chillan, tem um bike park que está começando. Fiquei impressionado com as trilhas que encontramos.

O lift estava desligado e fizemos 5 quedas usando as pernas para subir a montanha...  Mal sabíamos que esse pedal iria prejudicar um pouco nosso role no final de semana.

Quinta cedo era a retirada do kit e começavam os treinos livres. No total da prova iríamos andar 6 especiais, sendo 3 por dia. Na quinta feira, após a retirada do number plate, o treino seria nas especiais 1,2 e 3. Nessas especiais iria rolar o Day 1 no sábado. Na sexta o treino seria nas especiais 4, 5 e 6 que iríamos correr no domingo.

Vou explicar abaixo um pouco especial por especial para ficar mais fácil o entendimento.



DAY 1.

Especial 1 – Candonga.

Deslocamento no pedal de 25 minutos.
Segunda parte teleférico mais uns 10 minutos.

Especial rápida, primeira parte com curvas difíceis em terreno solto com muita pedra. A segunda parte era dentro da mata inclinada com paredes e singles bem técnicos. Um pouco de pedal no final e mais uma sessão de single tracks em pedras no final.

Brasileiros na especial:

Thiago Velardi - 4:00.99.
Daniel Bender - 4:22.14.
Theo Duarte - 4:26.40.
Yuri Bogner - 4:56.33.
Luciano Lancelotti - 5:50.96.
Leonardo Dias - 5:54.49.



Especial 2 - Garganta del Diablo.


Deslocamento de 1 hora e 10 minutos de empurra bike e bike nas costas.
Uma das trilhas mais loucas que já tive a oportunidade de andar. Linda... No começo bastante pedal em terreno solto... Pesado para pedalar, em seguida entrava-se na mata e uma mistura de curvas com paredes, pedras, partes inclinadas com muita pedra e raiz. Uma especial muito física onde o mais importante era manter o momentum. Um pouco difícil para os brasileiros, pois não conseguimos decorar essa longa especial.

Brasileiros na especial:

Thiago Velardi - 12:24.22.
Theo Duarte - 13:11.89.
Daniel Bender - 13:16.54.
Yuri Bogner - 14:00.18.
Helio Nassarala - 14:11.42.
Leonardo Dias - 14:40.23.
Luciano Lancelotti - 17:02.69.
Beatriz Ferragi - 17:49.72.



Especial 3 - Dakar.

Deslocamento de 40 minutos de pedal na serra que liga Las Trancas a Nevados de Chillan mais 25 minutos de pedal ( mesmo deslocamento da E1) para chegar ao lift. Mais 10 minutos.

DH total. Largada em alta velocidade num estradão com muitas pedras, uma parte técnica e perigosa que ligava a uma espécie de avenida. Pista larga, terreno solto e alta velocidade até entrar novamente no mato. Um mix com curvas bem técnicas, mas com um grip top. Depois dessa mata um sprint em subida para entrar numa das pistas do bike park. Guardadas as devidas proporções uma mini A Line com duplos e paredes até o final, com mais uma reta de pedal.

Brasileiros na especial:

Thiago Velardi - 4:02.40.
Daniel Bender - 4:28.24.
Theo Duarte - 4:35.30.
Helio Nassarala - 5:10.68.
Yuri Bogner - 5:15.26.
Leonardo Dias - 5:15.44.
Luciano Lancelotti - 6:07.03.




DAY 2.

Especial 4 - Valle Hermoso.

Lift até o Hotel Alto Vale Nevados e 45 minutos de empurra bike. A especial mais fácil em termos técnicos do evento. Trajeto bem no estilo DH e no final muito single track com muita retomada e pedal.

Brasileiros na especial:

Thiago Velardi - 5:50.51.
Theo Duarte - 6:16.06.
Daniel Bender - 6:19.46.
Leonardo Dias - 7:17.87.
Helio Nassarala - 7:22.77.
Yuri Bogner - 7:42.83.
Beatriz Ferragi - 8:04.38.
Luciano Lancelotti - 8:24.98.




Especial 5 – Olímpico.

Deslocamento de 35 minutos empurrando a bike. O circuito Olímpico com certeza foi o que teve menos descida. Boa parte dele anda por um circuito de XC bem técnico. O começo é bem inclinado com alguns off camber que são cercados por ribanceiras enormes. Se o atleta caísse iria demorar muito tempo para retornar a pista. Esse percurso também era o que mais havia subidas curtas com retomadas. No final muito single track e pedal. Estágio super cansativo.

Brasileiros na especial:

Thiago Velardi - 6:31.41.
Daniel Bender - 7:12.07.
Theo Duarte - 7:12.47.
Helio Nassarala - 8:16.57.
Leonardo Dias - 8:17.00.
Yuri Bogner - 8:51.62.
Luciano Lancelotti - 9:38.53.
Beatriz Ferragi - 10:43.24.




Especial 6 – Candado.

Deslocamento de 3 km de trilha de XC, com várias subidas em curva e muita pedra e depois mais 25 minutos de subida até chegar ao teleférico. Depois cerca de 40 minutos de teleférico até 2700 metros de altitude. Largada no meio da neve com a primeira sessão com muita pedra solta em solo vulcânico. Lindo.... O segundo trecho era no meio da floresta colorida do Chile, muitas curvas rápidas onde deixar a bike embalada era a melhor escolha. O trecho final começava com uma parte muito inclinada com terra solta para acabar com os braços, logo depois uma sessão final de rock garden e single track já na base da montanha com algumas subidas e pedal até a chegada.


Brasileiros na especial:

Thiago Velardi - 9:31.51.
Theo Duarte - 10:08.10.
Daniel Bender - 11:06.20.
Leonardo Dias - 12:09.07.
Yuri Bogner - 12:24.06.
Luciano Lancelotti - 15:31.31.


SALDO FINAL...

ANIMAL!!!

Trilhas muito bem feitas e trabalhadas, atmosfera e vibe perfeitos, amigos ao redor, excelente hospedagem e alimentação. Quando você é obrigado a se deslocar ao topo da trilha com sua própria força e capacidade, a sensação da descida se torna mais vibrante e emocionante, pois você mereceu, depois de tanto esforço aquele momento, aquela sensação. Definitivamente nunca irei esquecer o estágio #2 do primeiro dia e o estágio #6 do segundo. Incrível.



Se fosse dar alguma dica, eu comentaria a respeito do vestuário, reposição de líquido e alimentação. No Chile em específico era obrigatório ter sempre a mão uma jaqueta corta vento para se manter aquecido nos intervalos. O frio que lá fazia consome muita energia e você não acaba percebendo, por esse motivo a hidratação também foi fundamental. Nos DAY 1 levei 500ml nas costas e 500ml na bike e mudei para o DAY 2 quando somente levei a caramanhola Ia enchendo ela no Pit Area durante os deslocamentos. Dessa forma salvei algum peso e foi importante.

Os deslocamentos foram apertados. Quem teve problemas mecânicos com furo de pneu ou problemas na corrente, etc... Tiveram que acelerar na subida para não perder os horários de largada. Por esse motivo nos treinamentos também é importante você fazer os deslocamentos numa pegada média para não se perder com o tempo no dia da prova.

Todos Europeus que fizeram a temporada do EWS 2013 falaram que o evento foi bem "pesado" nessa questão... Os deslocamentos justos, especiais longas, pegaram pesado no condicionamento físico dos atletas. Tinha que estar muito bem preparado para fazer os deslocamentos e descansar o máximo possível para fazer as especiais acelerando.

Os chilenos tiveram uma vantagem, pois já conheciam muitas das pistas dos estágios especiais.... Isso vai acontecendo com a maturidade do esporte, pois o Enduro no Chile já acontece há 6 anos. Também muitas pistas que andamos fazem parte do circuito chileno de DH, como a especial 3, a Dakar que é a pista do Chileno de DH. Para a gente que foi lá e desceu apenas uma vez em cada pista faz uma enorme diferença e desequilibrou o resultado final.

O que vale no Enduro é o ponto de equilíbrio do role. “Não pode virar passageiro, mas também não pode andar muito na boa, pois o keep the momentum” é o que faz a soma dos tempos.

Parabéns a todos os brasileiros que estavam presentes... especialmente aos amigos que foram na mesma trip. Theo, Leo e Helinho... valeu a parceria... Tio Kdra, Bia, Yuri e feio... Representamos... Agora o pessoal já nos conhece também como endureiros pelo mundo a fora!

                       Vida longa ao Enduro e 2015 estamos colados novamente.




Classificação Final dos brasileiros:

Thiago Velardi - 62 Elite PRO.

Theo Duarte - 14 Master A.
Daniel Bender - 19 Master A.
Yuri Bogner - 50 Master A.

Leonardo Dias - 10 Master B.
Luciano Lancelotti - 16 Master B.


Helio Nassarala - 2 Master B Promo.


Beatriz Ferragi - 2 Damas Light.